Dia de treino!

Dia pra brincar e treinar um pouco novos rolamentos.

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Kayak Feeling

“Apreciando o momento que dura eternidade. O raio solar, renovando a primeira camada, o movimento da água renovando as engrenagens internas, a brisa de leste renovando o olfato marinho, os ruídos da fauna e flora renovando o sentido da audição, e o momento especial de estar captando tudo isso num dia lindo de inverno, renovando a alma e o espirito.
O sal nosso de cada dia”

– Danilo Garcia –

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Expedição solo de São Paulo à Santa Catarina – 600km

Partindo da cidade de Santos sozinho em seu caiaque, Danilo Garcia (32) percorreu em aproximadamente 30 dias os 600km de mar que separam Santos em São Paulo da cidade de Florianópolis no Estado de Santa Catarina.
Negociando com o mar e tempo, lidando com as situações a medida com quem aconteciam, conhecendo a si mesmo, lugares e pessoas, avaliando e planejando a melhor navegação, local para acampamento e proteção, Danilo vivenciou grandes experiências a bordo de seu caiaque.
Curta essa pagina e acompanhe aqui as noticias dessa que foi sua maior expedição solo até o momento.

“Considero que o maior desafio de uma expedição como essa, será conviver comigo mesmo durante tantos dias, aceitando que as decisões (certas ou erradas) dependem somente de mim”

Confira mais no link Sollo: Expedição Santos – Floripa

Apoios:
Solo
Mormaii
Kampa
Bronet do Brasil
Northern Light Paddles
Alfa Transportes
Geyer Ambiental
Hidro2Eko
Aroeira Out Door

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Novo Inuit II – Eclipse Caiaques

Testamos o lançamento Inuit II da Eclipse Caiaques, em breve um review sobre o barquinho novo!

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Novo Vídeo: Hasta Chile!

Confira o breve resumo (3 minutos) do que foi a viagem de Danilo Garcia e Marcos Martins para o Chile de carro. Eles rodaram perto de 10 mil kilometros em pouco mais de uma semana para buscar caiaques vindos da Inglaterra. Com apenas 1 dia e meio de folga, tentaram (sem sucesso) uma entrada no Pacifico com onda de 4-6 metros, vento de 40 nós e água gelada. Apesar de não colocarem seus caiaques na água, foi uma viagem incrível de grande proveito pessoal.

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Ilha Rasa 12/04 de 2014

Muito difícil escrever sobre algo que apenas consigo sentir. Difícil explicar nossos motivos quando nem nós mesmos os compreendemos. Em muitas das vezes agindo apenas pelo desejo insaciável de sentir “aquilo” novamente. Seja perto ou longe da onde você mora, alguns locais irão surpreender você, não pela dificuldade de acesso, mas também pela dificuldade do acesso, pela natureza presente e intocada, pela quietude e formosura do maior engenheiro que o mundo já teve. Quantos dos meus já me julgaram por ser displicente com o modelos atuais? Por buscar Deus fora de 4 paredes? Pois é, essas respostas nem eu mesmo ainda as tenho, e torno a dizer que algo que me chama é maior que a minha compreensão, um dia tudo fará sentido e tudo o que posso fazer, é me render a isso.
Danilo Garcia

“Todo homem precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu…”

Ilha Rasa/SP
Foto Danilo Garcia

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Ilha da Moela/ SP

Saiu o videozinho da última remada na Ilha da Moela, e primeira para estrear o  Wilderness Systems Tempest 170 no melhor estilo.
O barquinho é bom pra xuxu se tratando de conforto e comportamento em águas agitadas nota 10. Segue o link, espero que gostem.

Remadores:
Danilo Garcia (verde)
Marcos Martins (amarelo)

Imagens e edição:
Marcos Martins

 

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Evento no Norte do país

A Marenteza Canoagem mais uma vez promovendo eventos no Norte do país.  Dessa vez será a primeira etapa do Campeonato na Baia do Guajará.
Para conferir mais clique AQUI

infos sobre o evento:

mtzcanoagem@gmail.com
(91) 8302-0602
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Rolando a Orca assassina

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Caiaque oceânico na costa norte do Guarujá

Eu Danilo Garcia e o amigo e remador Marcos Martins resolvemos pegar um rabo de ressaca na costa norte do Guarujá há uns anos atrás. Resolvi dar uma editadinha nesse pedaço do vídeo e mostrar como tava gostoso.

 

 

colete

 

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Regras do caminho – o que precisamos saber?

eu navioMais importante que saber da onde sair ou onde chegar, é conhecer as “Regras do Caminho”. Não é um ditado famoso, mas poderia ser, não acha? É no caminho que enfrentamos os grandes desafios e somos forçados a pensar nas nossas decisões para chegar em segurança onde quer que seja.
Deixando a filosofia de lado (meu estilo pessoal de expressão) vamos as vias de fato. O fato é que independente de quão pequena seja nossa embarcação, se estamos em água doce ou salgada, existem regras de navegação que precisam ser respeitadas. Infelizmente o Brasil e os brasileiros não exercem como deveria ser, mas mesmo assim, vamos pensar pelo lado da segurança.

 Seja consciente

Primeiro e principalmente, esteja com os “Equipamentos Básicos de Segurança” e estude os arredores onde pretende remar. Você pode ser o único barco na água ou estar dividindo o canal com um grande navio cargueiro, qualquer que seja a circunstância, sua consciência sobre o trafego pode fazer grande diferença na segurança de todos.

Nós remadores não viajamos rápido como embarcações motorizadas, então se você ver um grande barco, não assuma o risco de tentar passar na frente dele enquanto ele estiver traçando seu caminho, isso pode ser trágico, seja conservador.

Relembre de cruzar na frente de outros barcos como grupo, invés de se dispersar e bloquear o caminho fazendo aquela algazarra.

Em águas partilhadas, quanto mais um barco estiver olhando pelo outro, mais seguro todos estarão, esse é o pensamento 🙂

Abaixo vai uma ilustração de como cruzar um canal a bordo do caiaque

regras de trafego

– Vista roupas notáveis / Use fitas refletivas nas faces do remo / Mantenha seu apito acessível /  Monitore o canal 16 do Radio VHF /  A noite use uma luz strobo branca durante o caminho /  Pesquise os significados das bóias e marcações / Planeje pontos de apoio.

luzes barcoGrandes barcos e iluminações

A iluminação é uma ferramenta importantíssima para quem navega em alto mar. Parecem apenas luzes no horizonte, mas não são não, são as mais importantes informações para se evitar colisões. Claro que não somos grandes navios nem veleiros, muito menos lanchas, porém, é por isso mesmo que devemos conhecer as regras e segui-las ao pé da letra, porque o mais prejudicado em caso de colisão obviamente seria o menor.

Em simples palavras vou apresentar a luzes de sinalização noturna das embarcações, são elas:

luzes

VERDE, VERMELHA E BRANCAS

 – As coloridas ficam na proa da embarcação, a esquerda e direita para indicar a direção que estão seguindo. As brancas indicam motor ligado e popa da embarcação.

– embarcação maior que 50 metros – As coloridas na proa e a branca na popa e mastro.

– embarcação a vela movida a motor – luz branca no topo do mastro e luzes coloridas na proa dois lados.

– embarcação movida a vela – luzes verde, vermelha e branca no mastro, luzes do convés apagadas.

Lendo a posição das luzes
Abaixo uma esquete da posição e direção das luzes e angulações para melhor entendimento.

luzes 2

Luz verde é a direita/frente (proa) da embarcação
Luz vermelha é a esquerda/frente (proa) da embarcação
Luz branca no alto (mastro) e frente (proa) luz de motor ligado
Luz branca em baixo é atrás (popa) da embarcação

Imaginando situações (caiaque de frente para todas as situação)

A) Se eu avistar luz verde, vermelha e branca (no alto, mastro) significa que o navio está vindo de encontro a mim.

B) Se eu avistar luz branca baixa, significa que o navio está indo para longe de mim.

C) Se eu avistar luz verde/branca, significa que o navio está cruzando para minha direita.

D) Se eu avistar luz vermelha/branca, significa que o navio está cruzando para minha esquerda.

encontroafastando direitaesquerda

      A                      B                                              C                                                 D

Já de noite geralmente, nós remadores estamos acampados, cozinhando, contando histórias, tocando uma gaita ou simplesmente deitados em nossas redes ou barracas esperando o sono chegar, e é nessa hora que muitas vezes a gente avista tais luzes no horizonte. Meu conselho é: Hora de treinar, brincar de adivinhar a direção que aquela barco está indo.

→Estar navegando por ai de caiaque é muito gostoso, pode perguntar pra qualquer remador que você conhece.
O caiaque oferece muito por tão pouco, ambiente tranquilo, adrenalina intensa, caminho para explorar ou uma grande aventura.

Devido ao grande numero de barcos na água, nós remadores devemos saber diversas “regras do caminho” quando estivermos compartilhando com outras embarcações, isso além de te colocar num outro patamar das pessoas na água, vai trazer consciência e segurança para você, seu grupo ou aqueles que possam vir aprender com você.

eu navio

Navio cruzeiro estacionado

Plataforma de petroleo

Plataforma Panamá

colete

Deixem-me saber se faltou alguma informação!

Obrigado,
Danilo

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Marés: Quando e em que direção remar?

Conforme prometido no post anterior Como as fases da lua influenciam as marés hoje vou abordar o tema marés com mais vontade 🙂 De uma maneira não aprofundada vou tentar explanar como é importante estar ciente sobre o assunto antes de remar.
Todo mundo já ouviu falar em marés, seja na TV, seja gente que mora na praia, o caiçara ou navegadores de alto mar. Maré cheia, maré seca, alta, baixa e por ai vai…
Marés são alterações dos níveis de água do mar causados pela força gravitacional do sol e da lua sendo a ultima a ter maior influência devido a maior proximidade com a Terra.

Na prática a posição da lua em relação a Terra é quem define os tipos de marés. No post anterior fica fácil entender como e quando é a menor e maior influencia da lua sobre o mar.
É como se a lua atraísse com o efeito de puxar a massa de água mais próxima do seu corpo, formando a maré alta naquela região naquela hora do dia. Os maiores níveis de marés ocorrem quando o sol e a lua se alinham e “fazem força” juntos para atrair a mesma massa de água, tendo a lua uma força extra sobre o mar, entendeu? E ai, se a fase da lua for cheia ou nova, o lobisomem aparece, brincadeira, hahaha, a oscilação de altura aumenta pro limite máximo.

Lua está parada, a Terra está girando. Quando determinado ponto da Terra gira e alinha embaixo da lua, acontece a maré alta, e o mesmo ponto da Terra que está girando 6 horas depois ficará a 90 graus com a lua e será maré baixa, ou seja, a cada 6 horas temos uma maré alta, e uma baixa sendo 2 altas e 2 baixas por dia. Por isso as tábuas de mares possuem dia e hora para melhor identificamos. Eu sei quem é meio embolado, mas aos poucos você vai aprofundando por conta e vai entendendo.

atração lua

Uma das tarefas básicas para quem se lança ao mar, é saber das condições do tempo e mar, e isso inclui Tábuas de marés. A tábua de maré vide link, nada mais é quem um mapa com fase da lua, dia, hora e altura da maré recorrente em determinada região e nível médio de oscilação. Confira a imagem abaixo.

tabua de maré

Para nós remadores e para qualquer embarcação que navega por canais, barra de rios, mangues ou “mar de dentro” pegar a maré contra pode facilmente anular seu rendimento e interferir num dos fatores mais importantes: Tempo de retorno. Ou então, alterar o fator proteção x exposição mais importante ainda, se você tiver despreparado.
Capotar na barra de um rio com maré vazando, significa que você será arrastado para o mar. Isso muda tudo numa situação de resgate, principalmente o psicológico.
Já vi gente pegar noite a caindo dentro de canal por ter remado durante horas contra a maré, ou chegar num determinado local com a maré baixa e atolar a uma boa distância da praia e sair atolado pelos joelhos até encontrar terra firme. Ou simplesmente chegar no local desejado e simplesmente não existir praia que desapareceu com a maré alta e você ficar sem opção de desembarque! É desanimador, sem contar que pode acarretar em coisa mais séria, como por exemplo falta de água, comida, frio, luz, etc.
Por isso o plano de navegação é importantíssimo!

Reparem no banco de areia no meio do canal que só aparece em maré baixa.

Maré vazante  - Canal Cananéia/Ilha do Cardoso Foto Christian Fuchs

Maré vazante – Banco de areia canal Cananéia/Ilha do Cardoso
Foto Christian Fuchs

Imagine a situação A

Segundo a tabua acima, se eu entrar no canal de mar às 7:00 da manhã da quarta feira do dia 2, vou pegar a maré vazia começando a encher, se minha rota é canal acima, maravilha, remo a favor da maré por 6 horas e se 6 horas depois eu estiver voltando pelo mesmo caminho, melhor ainda, pego a maré vazando e me trazendo  com ela. Capiche? Bom vou desenhar.

maré desenho

Deu pra compreender? É serio, se não deu comente, e tento desenhar melhor. Tenta imaginar situações diferentes e vai jogando com as ferramentas que tem. Aportagem não planejadas, tempo restante, luz do dia, comida, água…

Outra coisa que é importante saber: Velocidade da maré
Uma progressãozinha que funciona muito bem para nossas marés aqui no Brasil é pensar que a velocidade da maré é gradativa até metade do seu período sendo velocidade 1 2 3 , depois vai caindo 3 2 1 até a troca e começa a maré seguinte no 1 2 3 /3 2 1.

progressão maré

Uma coisa que também vale ressaltar é que no Brasil dificilmente a maré oscila mais que 1,5 metros, dificilmente ela avança e recua mais que isso, sendo praticamente possível prever seu máximo ponto de encontro com o solo.
Em regiões específicas como no Canadá, França e no Alaska, a maré pode oscilar até de 18, 14 e 11 metros respectivamente, já pensou? Armo a barraca num determinado ponto da praia na maré baixa, e  enquanto estou dormindo, a maré sobe e alaga todo meu acampamento sem eu saber! Ou largo o barco na praia, vou caminhar e quando volto, o barco foi pra água 😦

Recentemente um amigo passou por esse problema quando foi remar na região da Patagônia Chilena, acordou com a barraca boiando, bruuuu que frio!

Bom, a brincadeira é dar as ferramentas pra você estudar! Lembra-se que nós remadores somos movidos por propulsão humana, e como já dizia minha vó, “quem não pensa com a cabeça, paga com as pernas” (braços) hahaha, a véia sabe tudo meu!

Sites de previsão
Tabua de Marés – Marinha do Brasil
Condição de mar e tempo –  WindGuru

colete

Curtiu? Ajuda a gente e compartilha?

Até mais,
Danilo.

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Falecimento

É com grande pesar que informo a morte de um remador na região de Pelotas no Rio Grande do Sul. Não sabemos ao certo o que aconteceu, mas segundo fontes locais, o remador de apelido Zé perdeu seu caiaque para a correnteza do rio, e resolveu ir nadando para resgatá-lo. Ele não usava o colete flutuador e não conseguiu vencer a correnteza do rio São Gonçalo a nado. Meus pêsames para a família e amigos, e espero que ele encontre a paz.

Assim como em toda prática outdoor, a canoagem envolve riscos, e a grande diferença entre os variados tipos de remadores está na sua capacidade de analisar um risco e tomar uma decisão. Envolve uma das primeiras regras de Princípios de Resgates Universal, onde é não colocar-se em risco. Fica difícil criticar, falar o que aconteceu de longe, mas friso aqui o quão importante é simular e treinar situações de riscos. As vezes a melhor decisão é simplesmente não ir.

Há poucos dias postei um artigo sobre Equipamentos básicos de segurança trazendo uma lista de 10 itens essenciais. Sem duvida alguma, o colete flutuador é o principal item de segurança para qualquer atividade na água.

Amigos, está mais do que criada a campanha para fortalecer o uso desse equipamento!

colete

Eu sinto muitíssimo pela perda, e cada vez que algo assim acontece, sinto um enorme desprazer profissional de não ter conseguido atingir essa pessoa de qualquer forma que seja para orientá-lo já  que estive algumas vezes justamente ali onde ele pessoa faleceu, remando com amigos e ministrando cursos inclusive no rigoroso inverno da região. Lamentável.

Não dá para curtir uma postagem dessas, mas acho que se a gente compartilhar, vai servir de alerta para muitas pessoas que ignoram o uso dos equipamentos básicos de segurança.

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Em primeiro no Google!

Que bacana, nosso blog aparece em primeiro lugar nas buscas Google quando o assunto é Caiaque Oceânico!
Isso é uma grande vitoria para mim, que sempre sonhei com um site especializado somente nesse assunto no Brasil.
Em breve faremos melhorias, pra deixar ainda mais completo! É para vocês!

blog

Abraço Danilo

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Como as fases da Lua influenciam as marés?

AMO ESSE TEMA!

lua1Sempre que posso, estou lendo, estudando sobre meteorologia, tábuas de marés, previsão de ondulação e vento, sempre tentando entender um pouco mais sobre esse globo que pulsa a todo momento.

Quem nunca ouviu dizer em maré alta, maré baixa? Ou maré enchente e maré vazante, cheia e seca? Enfim, segue aqui uma matéria super bacana sobre como as fases da lua influenciam as marés, e assim que possível, escrevo sobre como as marés influenciam no caiaque.
Bora lá…

Na verdade, a Lua não produz esse efeito sozinha. Os movimentos de subida e descida do nível do mar – as chamadas marés – também sofrem influência do Sol, dependendo da intensidade da força de atração dele e da Lua sobre o nosso planeta. Assim como a Terra atrai a Lua, fazendo-a girar ao seu redor, a Lua também atrai a Terra, só que de um jeito mais sutil. O puxão gravitacional de nosso satélite tem pouco efeito sobre os continentes, que são sólidos, mas afeta consideravelmente a superfície dos oceanos devido à fluidez, com grande liberdade de movimento, da água. A cada dia, a influência lunar provoca correntes marítimas que geram duas marés altas (quando o oceano está de frente para a Lua e em oposição a ela) e duas baixas (nos intervalos entre as altas). O Sol, mesmo estando 390 vezes mais distante da Terra que a Lua, também influi no comportamento das marés – embora a atração solar corresponda a apenas 46% da lunar.

Resumo da história: dependendo da posição dos dois astros em relação ao nosso planeta, as marés têm comportamentos diferentes. É aí que entram as fases lunares. Quando a Terra, a Lua e o Sol estão alinhados – ou, como dizem os astrônomos, em oposição ou conjunção -, a atração gravitacional dos dois últimos se soma, ampliando seu efeito na massa marítima. Por outro lado, quando as forças de atração da Lua e do Sol se opõem, quase não há diferença entre maré alta e baixa. Mas esse jogo de forças não é igual em toda parte, porque o contorno da costa e as dimensões do fundo do mar também alteram a dimensão das marés. “Em certas regiões abertas, a água se espalha por uma grande área e sobe só alguns centímetros nas marés máximas. Em outras, como um braço de mar estreito, o nível pode se elevar vários metros”, diz o oceanógrafo Joseph Harari, da Universidade de São Paulo (USP).

Estica-e-puxa espacial Quando o nosso satélite e o Sol se alinham, o mar sobe mais

LUA NOVALUA NOVA

Quando a Terra, a Lua e o Sol se alinham, a atração gravitacional exercida pelos dois astros sobre os oceanos se soma, gerando correntes marítimas que causam uma elevação máxima do nível do mar na direção dessa linha. É época das maiores marés altas, chamadas de marés de sizígia ou máximas.

lua minguante

LUA MINGUANTE

Nessa fase lunar, diminui a influência do Sol e da Lua nas marés oceânicas. Na noite em que metade da Lua está visível, a atração atinge seu menor valor. Em Santos, no litoral paulista, por exemplo,a diferença entre a maré alta e a baixa não ultrapassa os 5 centímetros.

 

lua cheia

LUA CHEIA

Cerca de duas semanas depois da Lua Nova, nosso satélite viaja de novo para uma posição em que se alinha com o Sol e a Terra. Essa combinação traz uma nova leva de marés máximas. Nas praias de Santos, o nível do mar pode subir em torno de 1 metro nesse período.

 

lua crescenteLUA CRESCENTE

Agora, a Lua e o Sol formam um ângulo reto de 90º. Nessa situação, a gravitação lunar se opõe à solar – elas só não se anulam porque a Lua, mais perto da Terra, exerce maior poder de atração. Mesmo assim, as diferenças de nível entre as marés alta e baixa são muito menores e recebem o nome de marés de quadratura ou mínimas.

Mudanças radicais Nível do mar pode subir 18 metros

Existem alguns lugares no planeta onde a influência das fases da lua sobre a maré é maior. Na baía de Fundy, no Canadá, a diferença entre as marés alta e baixa chega a 18 metros. No monte Saint-Michel, no litoral da França, 14 metros. Na região de Derby, na Austrália, 11 metros. Já na enseada de Cook, na costa sul do Alasca, a elevação atinge 9 metros

Fonte Revista Abril.

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